O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos e dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons». (Martin Luther King)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
2 - A Comunicação Social
Sistemáticamente, quando alguem quer defender uma posição pouco defensável lá vem o argumento do "Serviço Público", e isto não é apenas na comunicação social, também já ouvi nos transportes, nos médicos, etc.
Na generalidade, desde as televisões aos jornais, passando pela rádio, as notícias mais em evidência são sempre as desgraças. Muitas vezes essas más notícias nem sequer estão confirmadas, basta que seja um rumor.
É verdade, e vai daqui o meu aplauso, que vários temas quentes, muitos deles a roçar a vigarice, se não fosse a investigação da comunicação social (em particular dos jornalistas), nunca viriam a público. Este é o lado positivo. O lado negativo, porque não responsabiliza os jornalistas, é o problema de não serem obrigados a declararem as fontes, no meu ponto de vista, pelo menos em termos judiciais, deveriam ser obrigados a revelá-las.
A maior parte das vezes são espectador do Canal 1 da RTP. Preferencialmente nos notíciários, porque no resto deixa muito a desejar, mas a alternativa nos outros canais abertos são telenovelas, é necessário procurar outras alternativas. No dia 5 de Outubro, estive com atenção, o tempo da oposição foi mais do dobro do tempo dos apoiantes do governo! Falaram dirigentes de todos os partidos, correcto, são eles que em teoria nos representam, até aqui o tempo devia ser proporcional a representatividade de cada um. Depois ouvi o dirigente da Intersindical (raro é o dia que não seja ouvido), também representa os trabalhadores nela filiados, mas aqui já há sobreposição com alguns dos anteriores. Depois ouvi o Drº Mário Soares, mas quem é que ele representa? Falou também o Carvalho da Silva, a que propósito, já não representa os trabalhadores. E podia continuar referir uma série de pessoas que o único traço que têm em comum, é fazerem oposição ao governo. Ás vezes fazem sugestões de pôr os cabelos em pé. Será que é isto o "serviço público"?
Há uns dias tive acesso ao nº de funcionários dos três canais abertos. A RTP tem entre 3 e 4 vezes mais funcionários, que os outros canais, será que é isto é que o "serviço público"? e não é por isso que tem mais audiências. Se bem que eu tenha muitas reservas sobre a determinação das audiências.
A parcialidade da comunicação social, também é evidente e criam opiniões de uma forma muito tendenciosa. Vejamos um exemplo- A licenciatura do Drº Miguel Relvas:
- Não concordo com este tipo de equivalências.
- Estamos a fazer doutores de "aviário"
- A culpa é em grande parte do Acordo de Bolonha
- Quantos casos semelhantes não haverá
Mas o que condeno, não é a investigação, mas a informação tendenciosa que lhe está agregada:
- Pretendem conotar este caso com a licenciatura do anterior primeiro ministro, mas os casos são totalmente diferentes, facto que tentam camuflar.
- Também nunca colocaram em relevo que esta licenciatura do Drº Miguel Relvas é apenas uma licenciatura complementar para fazer curriculum, e que antes já tinha tirado pelo método normal uma licenciatura em Direito!
Não queria deixar passar em claro, a questão da mudança para a TDT. Obrigou a população a despesas suplementares, com o argumento que o novo sistema ia trazer melhor qualidade de imagem e som. Ainda só tenho ouvido queixas. E agora a quem se pede responsabilidades? Porque que é que os partidos que defendem o povo (como eles dizem) e a comunicação social, não tratam com o mesmo afinco este caso, como tratam os do Miguel Relvas? O que é mais importante para a população?
Rame
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário