terça-feira, 25 de dezembro de 2012

9 - Serviço Público de TV


Vou voltar ao tema da Comunicação Social, neste caso, em especial, para me referir ao canal 1, o já famoso serviço público, que não podemos perder, porque era um drama para o País!
Começo a perceber melhor porque se houve falar tantas vezes no assunto, não é que sejam muitas pessoas, são é muitas vezes referidos, porque interessa a uns quantos e esses vão agora fazendo o favor, de falar frequentemente no tema, porque estes favores são depois retribuídos, fazendo a devida propaganda dos assuntos que lhes interessam.
Tudo isto vem a propósito de uma manifestação de duas dezenas de pessoas ( o nº é da própria reportagem). Na minha opinião nem sequer devia ser apresentada, o que é que representam duas dezenas de pessoas? Nós pagamos para isto! Então e o director de informação, só serve para impedir que as imagens dos arruaceiros cheguem à polícia? Não interessa o que é apresentado, desde que seja de algum amigo, que depois nos vai ajudar a defender a nossa posição. Para mim isto já era suficientemente grave, mas há mais:
    - A referida reportagem durou 2 m e 15 s (nem a oposição costuma ter tanto tempo de antena, já não digo o governo, porque esses são os maus e não devem ter tempo nenhum, só aquele que não se pode evitar ).
    - Foi apresentada, pelo menos três vezes, às 13h, às 20h. e às 9h do dia seguinte, foi aquelas que eu vi, e ainda com destaques durante o noticiário.
    - Nela eram achincalhados não só o Primeiro Ministro como também o Presidente da República.
Qualquer pessoa pode discordar de determinadas opções, mas isso não dá o direito de faltar ao respeito a essas pessoas, até por isso devia haver algum bom senso na apresentação dessas reportagens!
Eu acho que qualquer pessoa de bom senso não pode achar isto aceitável!
Para que não fiquem dúvidas eu estou a referir-me à reportagem de uma manifestação contra as portagens na A22 emitida nos dias 22 e 23 deste mês.
No lado oposto quando há uma notícia boa como por exemplo o trabalho de uma cientista portuguesa que inventou o produto que até mereceu o interesse da NASA, a notícia não tem o mesmo relevo, nem nada que se pareça.
Querem outro exemplo, da falta de objectividade, e da tendência para o dizer mal deste canal:
      - Teve o devido relevo a notícia de que dois miúdos não podiam comer no refeitório da escola, logo aqui a notícia está mal apresentada, mal explicada, há muitos jornalistas que precisavam de aprender mais. Acho importante que a notícia seja devidamente divulgada. Agora não é menos importante, que se analisem todas as faces da questão:
        - Tanto quanto eu sei, se os pais declararem falta de meios os miúdos têm direito à refeição na escola sem pagar!
        - Porque é que os pais mantiveram esta situação durante este tempo?
        - Os  pais não são os primeiros responsáveis?
        - A reportagem como é apresentada quer levar-nos a pensar que a responsável é a Escola. Não sei se tem alguma responsabilidade, mas acho que é responsabilidade da Televisão para poder achar que é um Serviço Publico e não um contra poder, que antes de apresentar a reportagem, sejam analisados todos os lados da questão.
Neste momento neste canal tem prioridade tudo o que seja mau, diga mal do governo, ou de qualquer órgão público, as boas notícias não têm relevância nenhuma!
Rame

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

8 - A Segurança Social


Há já alguns anos que nos vêm mentalizando que a Segurança Social não é sustentável, ou seja que vai chegar uma altura que não terá dinheiro para pagar as suas obrigações. Fazem-se livros brancos e os mais variados estudos sobre o assunto, e a conclusão é sempre a mesma: as pessoas agora vivem mais anos e há um decréscimo de natalidade. Sendo ambas verdade, não concordo de todo com as conclusões, elas são a maior parte das vezes adaptadas aos interesses de que as encomenda. Vejamos quais as razões em que me baseio:
  - Há muita gente a receber reforma que não descontou para a Segurança Social ( a seguir ao 25 de Abril, foi uma festa, ia-se à Casa do Povo ou à Junta de Freguesia, pagava-se um valor simbólico e estava garantida a reforma);
  - Há muita gente que com poucos anos de descontos já tem direito à reforma (a começar pelos políticos, e acabar no Banco de Portugal, passando por muitos outros organismos);
  - A Segurança Social passou a pagar uma série de novos subsídios que foram criados (o Subsídio de Reinserção Social é um deles);
Estas serão apenas algumas, mas já chegam para mostrar  qual é o principal problema da Segurança Social. Convém não esquecer que além dos 11% que um trabalhador normal desconta, a entidade patronal desconta mais 23,5% ou seja 34,5% do salário bruto do trabalhador, o que é muito dinheiro!
Se o dinheiro não tivesse sido aplicado onde não devia, nem tivessem começado a dar reformas a quem não descontou pelo menos um tempo razoável, não havia agora este problema.
Desde o 25 de Abril os governos usaram os dinheiros da Segurança Social, com a "filosofia da D. Branca", desde que entre mais do que sai, está tudo bem.
Agora percebo o "Estado Social" que alguns andam agora defender e propagandear, uns colocaram lá o dinheiro durante anos e o Estado deu-o a outros e agora não há para quem o descontou (boa justiça social)!
Um desgraçado que andou durante mais de 40 anos a descontar (incluindo os subsídios de Natal e Férias), tem o direito de receber aquilo para que descontou, o Estado unilateralmente, quebrou o contrato estabelecido.
Este problema não é deste governo, já vem desde o 25 de Abril, com o "bendito Estado Social", só que agora como já não há dinheiro, nem nos emprestam, alguém tem de pagar, nós! Andam por aí uns palhacitos, com muita conversa, mas é só "balelas". Alguns deles, que têm várias reformas, sem que tivessem feito os respectivos descontos, bem podiam abdicar de algumas, então eu era capaz de acreditar neles!
Claro que agora estamos num beco sem saída, para os mais novos, que é com esses que me preocupo,
porque são obrigados a descontar para pagar as actuais reformas, e depois para eles? O valor que hoje se desconta, dava para fazer um bom plano de reforma e um bom plano de saúde. Mas se agora permitem que estes não paguem, não há dinheiro para as actuais reformas!
Estes brilhantes políticos arranjaram um bonito imbróglio!
Rame