O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos e dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons». (Martin Luther King)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
8 - A Segurança Social
Há já alguns anos que nos vêm mentalizando que a Segurança Social não é sustentável, ou seja que vai chegar uma altura que não terá dinheiro para pagar as suas obrigações. Fazem-se livros brancos e os mais variados estudos sobre o assunto, e a conclusão é sempre a mesma: as pessoas agora vivem mais anos e há um decréscimo de natalidade. Sendo ambas verdade, não concordo de todo com as conclusões, elas são a maior parte das vezes adaptadas aos interesses de que as encomenda. Vejamos quais as razões em que me baseio:
- Há muita gente a receber reforma que não descontou para a Segurança Social ( a seguir ao 25 de Abril, foi uma festa, ia-se à Casa do Povo ou à Junta de Freguesia, pagava-se um valor simbólico e estava garantida a reforma);
- Há muita gente que com poucos anos de descontos já tem direito à reforma (a começar pelos políticos, e acabar no Banco de Portugal, passando por muitos outros organismos);
- A Segurança Social passou a pagar uma série de novos subsídios que foram criados (o Subsídio de Reinserção Social é um deles);
Estas serão apenas algumas, mas já chegam para mostrar qual é o principal problema da Segurança Social. Convém não esquecer que além dos 11% que um trabalhador normal desconta, a entidade patronal desconta mais 23,5% ou seja 34,5% do salário bruto do trabalhador, o que é muito dinheiro!
Se o dinheiro não tivesse sido aplicado onde não devia, nem tivessem começado a dar reformas a quem não descontou pelo menos um tempo razoável, não havia agora este problema.
Desde o 25 de Abril os governos usaram os dinheiros da Segurança Social, com a "filosofia da D. Branca", desde que entre mais do que sai, está tudo bem.
Agora percebo o "Estado Social" que alguns andam agora defender e propagandear, uns colocaram lá o dinheiro durante anos e o Estado deu-o a outros e agora não há para quem o descontou (boa justiça social)!
Um desgraçado que andou durante mais de 40 anos a descontar (incluindo os subsídios de Natal e Férias), tem o direito de receber aquilo para que descontou, o Estado unilateralmente, quebrou o contrato estabelecido.
Este problema não é deste governo, já vem desde o 25 de Abril, com o "bendito Estado Social", só que agora como já não há dinheiro, nem nos emprestam, alguém tem de pagar, nós! Andam por aí uns palhacitos, com muita conversa, mas é só "balelas". Alguns deles, que têm várias reformas, sem que tivessem feito os respectivos descontos, bem podiam abdicar de algumas, então eu era capaz de acreditar neles!
Claro que agora estamos num beco sem saída, para os mais novos, que é com esses que me preocupo,
porque são obrigados a descontar para pagar as actuais reformas, e depois para eles? O valor que hoje se desconta, dava para fazer um bom plano de reforma e um bom plano de saúde. Mas se agora permitem que estes não paguem, não há dinheiro para as actuais reformas!
Estes brilhantes políticos arranjaram um bonito imbróglio!
Rame
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