terça-feira, 25 de dezembro de 2012

9 - Serviço Público de TV


Vou voltar ao tema da Comunicação Social, neste caso, em especial, para me referir ao canal 1, o já famoso serviço público, que não podemos perder, porque era um drama para o País!
Começo a perceber melhor porque se houve falar tantas vezes no assunto, não é que sejam muitas pessoas, são é muitas vezes referidos, porque interessa a uns quantos e esses vão agora fazendo o favor, de falar frequentemente no tema, porque estes favores são depois retribuídos, fazendo a devida propaganda dos assuntos que lhes interessam.
Tudo isto vem a propósito de uma manifestação de duas dezenas de pessoas ( o nº é da própria reportagem). Na minha opinião nem sequer devia ser apresentada, o que é que representam duas dezenas de pessoas? Nós pagamos para isto! Então e o director de informação, só serve para impedir que as imagens dos arruaceiros cheguem à polícia? Não interessa o que é apresentado, desde que seja de algum amigo, que depois nos vai ajudar a defender a nossa posição. Para mim isto já era suficientemente grave, mas há mais:
    - A referida reportagem durou 2 m e 15 s (nem a oposição costuma ter tanto tempo de antena, já não digo o governo, porque esses são os maus e não devem ter tempo nenhum, só aquele que não se pode evitar ).
    - Foi apresentada, pelo menos três vezes, às 13h, às 20h. e às 9h do dia seguinte, foi aquelas que eu vi, e ainda com destaques durante o noticiário.
    - Nela eram achincalhados não só o Primeiro Ministro como também o Presidente da República.
Qualquer pessoa pode discordar de determinadas opções, mas isso não dá o direito de faltar ao respeito a essas pessoas, até por isso devia haver algum bom senso na apresentação dessas reportagens!
Eu acho que qualquer pessoa de bom senso não pode achar isto aceitável!
Para que não fiquem dúvidas eu estou a referir-me à reportagem de uma manifestação contra as portagens na A22 emitida nos dias 22 e 23 deste mês.
No lado oposto quando há uma notícia boa como por exemplo o trabalho de uma cientista portuguesa que inventou o produto que até mereceu o interesse da NASA, a notícia não tem o mesmo relevo, nem nada que se pareça.
Querem outro exemplo, da falta de objectividade, e da tendência para o dizer mal deste canal:
      - Teve o devido relevo a notícia de que dois miúdos não podiam comer no refeitório da escola, logo aqui a notícia está mal apresentada, mal explicada, há muitos jornalistas que precisavam de aprender mais. Acho importante que a notícia seja devidamente divulgada. Agora não é menos importante, que se analisem todas as faces da questão:
        - Tanto quanto eu sei, se os pais declararem falta de meios os miúdos têm direito à refeição na escola sem pagar!
        - Porque é que os pais mantiveram esta situação durante este tempo?
        - Os  pais não são os primeiros responsáveis?
        - A reportagem como é apresentada quer levar-nos a pensar que a responsável é a Escola. Não sei se tem alguma responsabilidade, mas acho que é responsabilidade da Televisão para poder achar que é um Serviço Publico e não um contra poder, que antes de apresentar a reportagem, sejam analisados todos os lados da questão.
Neste momento neste canal tem prioridade tudo o que seja mau, diga mal do governo, ou de qualquer órgão público, as boas notícias não têm relevância nenhuma!
Rame

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

8 - A Segurança Social


Há já alguns anos que nos vêm mentalizando que a Segurança Social não é sustentável, ou seja que vai chegar uma altura que não terá dinheiro para pagar as suas obrigações. Fazem-se livros brancos e os mais variados estudos sobre o assunto, e a conclusão é sempre a mesma: as pessoas agora vivem mais anos e há um decréscimo de natalidade. Sendo ambas verdade, não concordo de todo com as conclusões, elas são a maior parte das vezes adaptadas aos interesses de que as encomenda. Vejamos quais as razões em que me baseio:
  - Há muita gente a receber reforma que não descontou para a Segurança Social ( a seguir ao 25 de Abril, foi uma festa, ia-se à Casa do Povo ou à Junta de Freguesia, pagava-se um valor simbólico e estava garantida a reforma);
  - Há muita gente que com poucos anos de descontos já tem direito à reforma (a começar pelos políticos, e acabar no Banco de Portugal, passando por muitos outros organismos);
  - A Segurança Social passou a pagar uma série de novos subsídios que foram criados (o Subsídio de Reinserção Social é um deles);
Estas serão apenas algumas, mas já chegam para mostrar  qual é o principal problema da Segurança Social. Convém não esquecer que além dos 11% que um trabalhador normal desconta, a entidade patronal desconta mais 23,5% ou seja 34,5% do salário bruto do trabalhador, o que é muito dinheiro!
Se o dinheiro não tivesse sido aplicado onde não devia, nem tivessem começado a dar reformas a quem não descontou pelo menos um tempo razoável, não havia agora este problema.
Desde o 25 de Abril os governos usaram os dinheiros da Segurança Social, com a "filosofia da D. Branca", desde que entre mais do que sai, está tudo bem.
Agora percebo o "Estado Social" que alguns andam agora defender e propagandear, uns colocaram lá o dinheiro durante anos e o Estado deu-o a outros e agora não há para quem o descontou (boa justiça social)!
Um desgraçado que andou durante mais de 40 anos a descontar (incluindo os subsídios de Natal e Férias), tem o direito de receber aquilo para que descontou, o Estado unilateralmente, quebrou o contrato estabelecido.
Este problema não é deste governo, já vem desde o 25 de Abril, com o "bendito Estado Social", só que agora como já não há dinheiro, nem nos emprestam, alguém tem de pagar, nós! Andam por aí uns palhacitos, com muita conversa, mas é só "balelas". Alguns deles, que têm várias reformas, sem que tivessem feito os respectivos descontos, bem podiam abdicar de algumas, então eu era capaz de acreditar neles!
Claro que agora estamos num beco sem saída, para os mais novos, que é com esses que me preocupo,
porque são obrigados a descontar para pagar as actuais reformas, e depois para eles? O valor que hoje se desconta, dava para fazer um bom plano de reforma e um bom plano de saúde. Mas se agora permitem que estes não paguem, não há dinheiro para as actuais reformas!
Estes brilhantes políticos arranjaram um bonito imbróglio!
Rame

sábado, 24 de novembro de 2012

7 - O Pluralismo da Comunicação Social


A comunicação social, que diz defender o pluralismo, a independência, e a liberdade, tem ultimamente, de um modo geral, mantido uma parcialidade vergonhosa. Confesso que me fazia alguma confusão, porquê tal oposição ao governo, às vezes de um modo até ridículo. Num jornal vi um comentário que me esclareceu totalmente e que é coerente com o que tenho vindo a observar. Não resisto a reproduzir alguns dos parágrafos desse artigo, que me parecem elucidativos:
 - "É sabido que nós os jornalistas, gostamos das más notícias";
 - "Nós temos uma volúpia pelas notícias negativas - e, obviamente, por aquelas que põem em causa os senhores do poder";
 - "Nós assumimo-nos como contra-poder e temos meio para virar do avesso, às vezes, uma declaração";
 - "Nós achamos que as más notícias vendem mais, sobretudo quando as pessoas andam revoltadas com o Governo";
 - "O Governo anunciou a intenção de privatizar a RTP o que desagradou a todos";
 - "Sendo nós maioritariamente de esquerda, estaremos sempre contra governos de direita";
 - "Nós também somos directamente afectados por esta política - seja pelo aumento dos impostos, seja pela perda de subsídios, seja pela ameaça de despedimentos";

Estas são apenas algumas frases que foram tiradas do contexto, e que acompanhadas de alguns exemplos, vêm mostrar a comunicação social que temos neste momento no país, com algumas e raras excepções, como é o caso.
Deixem-me dar dois exemplos de como a Comunicação Social perverte o conteúdo das notícias, em alguns casos apresentando precisamente o oposto:
 1 - Fernando Ulrich, há umas semanas, deu uma entrevista no Canal 1, a que eu assisti. Analisando com independência a entrevista, podemos dizer que veio defender a atitude do governo. A frase "o ministro das finanças é a pessoa certa no lugar certo", e apresentando números que justificam que o governo já reduziu de modo significativo a despesa ( não como alguns comentadores de "meia tijela" que apenas sabem dizer que o governo devia reduzir a despesa). Além de outros exemplos, normalmente acompanhados de nº, concluía que o governo estava a fazer um bom trabalho. Apresentou ainda duas sugestões:
   - Dada a contestação (a maior parte manobrada, e em muitos casos apenas de meia dúzia de arruaceiros), achava que se devia, talvez lá para Maio, fazer eleições, para ficarmos todos a saber aquilo que a população pensa.
   - Que alguns dos desempregados fizessem estágios nas grandes empresas, e abria a porta para o BPI, receber uns quantos.
Em relação à primeira eu estou em desacordo, pelos custos intrínsecos, pelos custos da mudança se a houver, e ainda por podemos deitar fora tudo o que já nos custou.
Em relação à segunda, acho a ideia excelente e gostava muito que o governo a acolhesse, até porque bem negociado, estas empresas podiam participar, ainda que numa pequena parte no Subsidio de desemprego, as pessoas aprendiam novas ocupações e sentiam-se úteis.
É relativamente à primeira sugestão que a Comunicação Social mais deturpou o seu conteúdo, chegando ao ponto de dizerem que Fernando Ulrich pediu a demissão do governo!
 2 - Uma notícia mais recente, indicava que o nº de urgências nos hospitais diminuiu. Conclusão do serviço público de televisão: é devido ao valor das taxas moderadoras, que as pessoas não podem pagar! Como muita desta gente até é muita fraquinha, fizeram uma entrevista em que ficava claro, que com uma mera constipação as pessoas iam às urgências e agora já não vão. Ainda bem que não vão, mesmo o nome da taxa "moderadora" é para moderar, ou seja, para jornalista entender, evitar que por qualquer pequeno motivo vão às urgências! Além disso deviam saber, que as pessoas de pequenos recursos, não pagam taxas moderadoras.
É isto o serviço público, é para isto que nós pagamos? Agora entendo melhor, porque alguns partidos tanto defendem o serviço público!
Outro aspecto que não entendo, é a razão porque a polícia não pode ter acesso a todas as imagens que o tal "serviço público" gravou. Não se referem a desacatos na via pública? Ou será que convém eliminar umas imagens em que aparecem alguns amigos? Se fosse um polícia a cometer alguma infracção aparecia em primeiro plano. Só queremos a verdade doa a quem doer, e se as imagens foram gravadas é porque é verdade. Aquele argumento, que se aparecerem todas as imagens, no futuro, os Operadores de Imagem, podiam ser agredidos, pressupõe que actualmente só são apresentadas as imagens que interessam aos "arruaceiros". Parabéns ao serviço público, se não fosse obrigado a pagar, nem um cêntimo meu viam.
rame

domingo, 18 de novembro de 2012

6 - A Srª Merkel, a Greve, e as Manifestações


Devo começar por dizer que não nutro qualquer simpatia, pelos alemães. Na minha primeira viagem à Alemanha fui tratado de modo pouco próprio.
A srª Merkel foi convidada a visitar Portugal. Quer se goste quer não,  é de boa educação receber bem as pessoas que nos visitam, e eu não tenho dúvida que a generalidade dos portugueses recebem bem aqueles que nos visitam. É verdade que os manifestantes foram apenas meia dúzia de pessoas, mas mesmo assim, arvorando-se em representantes de milhares de pessoas. Faz-me lembrar os pequenos partidos quando das eleições, mesmo que tenham menos deputados e menos votos ganham sempre. Estes quando são poucos representam muitos. A comunicação social (em particular o serviço público) apenas ouviu os manifestantes e outros que estavam contra a visita da Senhora. Não havia ninguém neste país que estivesse de acordo com a visita? Dava muito trabalho a encontrar, tiveram muito mais trabalho a acompanhar todos os passos. Parecia quase um relato de futebol, já aterrou, já vai a caminho de Belém, já chegou a Belém, está com o Presidente da Republica há x minutos, etc, etc,..  com os respectivos meios humanos envolvidos, deve ter custos enormes. No meu ponto de vista não se justifica tal pormenor de reportagem, depois lá vêm os prejuízos, que todos temos de pagar! O mesmo disparate costumo ver, quando há aqueles jogos de futebol entre os "grandes", só falta dizer a cor das cuecas dos jogadores.
Ainda relativamente à visita eu vejo-a muito mais como um acto político, não só em termos nacionais como até europeus. Escalpelizando um pouco melhor a situação, eu acho que Portugal em relação à Alemanha está um pouco como uma família que pediu dinheiro ao banco e agora não consegue pagar,
a partir daí é o banco que define as regras.
Talvez o valor dos juros que nos estão a debitar seja exagerado, mas de quem é a culpa, Portugal põs-se a jeito, agora sofre as consequências. Quando o dinheiro estava a chegar estavam todos muito satisfeitos, ninguém se manifestava, mas agora que é preciso, não é pagar, mas apenas não aumentar muito dívida, é que toda gente protesta. Não tenham a mínima dúvida, todos temos de aprender a viver com menos, e quem sair disto, está mais uma vez a enganar a malta. Isto de fazer empréstimos para ir de férias já lá vai. Quem não tem dinheiro não tem vícios.

A Intersindical ou PCP (é a mesma coisa), promoverão sempre protestos contra qualquer governo. Claro que numa situação em que há insatisfação geral (eu também estou insatisfeito, fui largamente atingido em direitos adquiridos) é mais fácil promover uma greve geral. Será que foi a maior greve geral, não, nem próximo. Foi inteligente o governo em não entrar na guerra das %. Vejamos alguns exemplos:
   - Relativamente aos hospitais só ouvi falar em blocos operatórios fechados, e é fácil perceber porquê, basta a falta um dos elementos para não poder funcionar (isto para os sindicatos é greve de todos os elementos do bloco, o que não é verdade). Tanto quanto a comunicação social informou as consultas externas de modo geral até funcionaram. Num centro de saúde, basta que façam greve as duas funcionárias do atendimento, para o centro ter de fechar ( então é greve de todo o centro de saúde, não!).
   - Uma situação semelhante se passou nas escolas. Quando uma escola fechou, não quer dizer que toda a escola fez greve, bastava que o nº de auxiliares presente não fosse suficiente para não garantir o bom funcionamento. A escola podia ter estado fechada mas com professores lá dentro, que não aderiram à greve.
   - Nos transportes existe ainda um factor adicional - os piquetes de greve. Para que servem, é para esclarecer os trabalhadores? Não, é para fazer chantagem sobre aqueles que no seu direito não  aderirem à greve, e muitas vezes só com a protecção da polícia o conseguem fazer. Esta é que é a democracia, uns quantos a pensarem por nós, e todos como "carneirinhos" a fazer os que os iluminados decidiram.
Mas para que serve a greve geral:
- Para o governo saber que há insatisfação nos trabalhadores? Já sabia há muito tempo.
- Para provocar a demissão do governo? Para irem para lá outros políticos, para fazerem o mesmo ou ainda pior, e haver um intervalo sem governo, para voltarmos a ter uma situação de não haver quem nos empreste dinheiro ou seja uma situação como a Grécia que é ainda pior que a nossa.
- A greve geral só tem um efeito, o País ficar um pouco pior do que já está, e vamos ser nós que mais cedo ou mais tarde vamos sofrer essas consequências.

Já agora mais uma coisa que eu não consigo perceber, porque é que a seguir à greve geral, teve de haver uma manifestação. Parece-me que a greve geral, até pela cobertura que a Comunicação Social lhe dá, em que dá apenas relevo, e às vezes errado, a quem faz greve e não dá a mínima informação de quem não faz greve, já é uma manifestação. Será que é preciso dar trabalho aos manifestantes profissionais, então assim eles não fazem greve!
Relativamente às manifestações duas coisas queria sugerir ao Governo:
   - Proibir gente mascarada, esses deviam logo ser presos e identificados. A partir desse momento provavelmente as manifestações passariam a ser mais pacíficas.
   - Quem organiza a manifestação devia ser responsável por ela. Só se infiltram lá gente doutro tipo se eles quiserem. Eles conhecem-se suficientemente bem para identificarem quem lá não pertence. Assim evitava-se que uns "cobardolas", que a coberto das multidões, como fazem no futebol, também comecem agora a fazer nas manifestações.
Rame

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

5 - Comentadores Desportivos


 Numa crónica anterior já tinha feito a promessa de abordar este tema. Eu tenho dificuldade em saber como é feita a selecção dos comentadores desportivos nas Rádios, Tv's e Jornais. Quando se trata de ex-jogadores ou treinadores eu entendo, mas depois aparecem outros pessoas que não percebo que qualificação têm para fazer aquela função. A culpa não é deles mas de quem os contrata. Será que as estações não validam os conteúdos dos seus apresentadores e comentadores. Há um que de facto me merece alguma credibilidade (Pedro Henriques), até porque é com frequência que lembra, que falar cá fora, com uma outra visão de conjunto é fácil, mas lá dentro é bem mais difícil. Há alturas que sou obrigado a eliminar o som, porque não tem sentido aquilo que estou a ouvir é um conjunto de teorias, que nada tem a ver com a realidade, se sabem assim tanto porque não se dedicam à carreira de treinadores, é tão fácil criticar!
Há ocasiões que fico com a sensação que não vimos o mesmo jogo!
Deixem-me dizer-lhes que sou simpatizante do Benfica, e relativamente ao campeonato português normalmente só vejo os jogos do Benfica. Até acho estranho que tantos adeptos de outros clubes falem tanto deste, porquê? Para destabilizar? A mim só me interessa o que se passa no meu clube (meu, é uma força de expressão porque não contribuo com nada para ele). O que se passa no Porto ou no Sporting não me diz nada. Agora até estou com pena do Sporting, apenas porque tenho alguns amigos que são seus simpatizantes dele, e é uma situação desagradável.
Ainda relativamente aos comentadores, estou a lembrar-me que já hoje li que o Lima já deu vários pontos ao Benfica! Isto é uma afirmação absolutamente redutora, então e o Artur, e o Garay e o Jardel, etc não deram pontos? Ainda ontem com o Rio Ave, que jogou muito bem, o Artur salvou o empate, mesmo a acabar jogo!
O Benfica nestas nove jornadas já empatou duas vezes (Braga e Académica), e os comentadores valorizaram os adversários como equipas excelentes, etc etc, Devo dizer que na minha opinião, nem sequer foram jogos menos conseguidos pelo Benfica. Como jogo que é, está sujeito à sorte e ao azar, uma bola que bate nos postes ou barra e vem para fora, não considero que seja uma questão de "nabice" do avançado, já viram que bastava que fosse 2cm mais para dentro e entrava. No jogo com o Braga os dois golos sofridos foram duas "ofertas" do Melgarejo. Aproveitaram logo os comentadores para dizer que aquele jogador não era solução.... mas afinal aprece que é! Se o azar tivesse sido de outro jogador (por exemplo Maxi Pereira) já não havia aquele coro de comentários, e agora já não vêm comentar a dizer que se enganaram. Outro comentários, garantiam que o clube tinha de ir ao mercado, porque depois da venda dos dois jogadores, não havia solução no plantel. Afinal parece que há e com jogadores portugueses e jovens! Não são estes mesmos comentadores, que criticam a falta de oportunidades para os jogadores jovens? Então em que ficamos?
Eu fico com a ideia não só nos comentários desportivos, como nos de política, que o importante é dizer mal, mesmo que depois se venha a verificar que é um disparate já ninguém se lembra!
No jogo com a Académica nos primeiros 15/20 minutos, o Benfica certou 3 vezes nos postes, isto é azar ou não é. Depois algumas decisões do árbitro fizeram o resto. Se aqueles 3 remates tivessem entrado os comentários eram completamente diferentes, mas porquê?
Ainda não abordei a questão da simpatia clubística de alguns comentadores e locutores, eu só peço que gere essas entidades esteja um pouco atento aquilo que é apresentado, é a imagem daquele órgão que está em causa.
rame

terça-feira, 30 de outubro de 2012

4 - Os Barões

                          
O termo não é da minha autoria. É um termo corrente no PSD para referenciar as figuras, (nem sei como definir), mais mediáticas que de vez em quando vêm à comunicação social "dar umas bocas".
Vem a propósito, os comentários que têm sido feitos, sobre as várias opções de austeridade, e em particular o orçamento de 2013, por várias personalidades, e que no meu ponto de vista deviam estar caladinhas. Eu cálculo que muitos destes comentários são pagos, e ainda mais bem pagos se for a dizer mal. Mas estas pessoas, que têm reformas chorudas, apesar de terem ocupado as funções pouco tempo, não devem precisar assim tanto de dinheiro! Vamos colocar alguns nomes, porque detesto quando se fazem acusações, sem fazer as identificações:
Bagão Felix - Foi há muito pouco tempo ministro das finanças! Na altura em que foi, se tivesse invertido a situação, ou pelo menos tivesse posto a claro a situação em que o país estava, concerteza que agora não seriam necessárias tantas medidas de austeridade. Então, apenas agora, é que tem todas as soluções para resolver a situação? Eu penso que lhe faço justiça, quando digo que a situação piorou muito, depois de ter saído de ministro das finanças. No entanto era impossível que a situação já não estivesse muito mal. O Drº Medina Carreira, já há muito tempo, vinha alertando para o problema, e depois chamavam-lhe "profeta da desgraça", profeta da verdade, é que era!
Manuela Ferreira Leite - Eu que até tinha uma boa impressão desta senhora. Será que ficou com problemas por ter sido derrotada, nas eleições do PSD, pelo actual primeiro ministro? As considerações feitas para o Drº Bagão Felix, aplicam-se aqui na integra. Tiverem a oportunidade de fazer um bom trabalho, e não fizeram, então agora estejam calados deixem os outros trabalhar.
Marcelo Rebelo de Sousa - Este senhor faz-me lembrar os comentadores desportivos, sabem sempre tudo, mas quando tiveram oportunidade de o provar falharam redondamente, ainda um dia irei escrever qualquer coisa sobre este tema. O drº Rebelo de Sousa já foi presidente do partido, mas os resultados não foram brilhantes antes pelo contrário, no entanto sabe sempre como devia ter feito o presidente do partido! Muitas das coisas que diz não têm qualquer conteúdo válido. Ultimamente, não o tenho ouvido, porque já me cansa, mas lembro-me de várias vezes acusar o governo de explicar mal as medidas, mas como devia explicar melhor? De quem saiba mais estou eu farto, gostava era de alguém que fizesse melhor!
António Capucho - Neste caso tem menos responsabilidades com governos anteriores recentes, mas porque é que só agora descobriu, que está a ser feito tudo mal. Quando lá estava o anterior governo, não teve a mesma voz activa e será porquê? porque não tinha ainda o "trabalho" de comentador ou seria porque estava de acordo com o que estava a ser feito?
Estou a ignorar muitos mais a quem se aplicam na integra estes comentários. Casos como o Drº Mário Soares, os elementos do PS, do Bes ou do PC, e todos aqueles que andam nas suas órbitas, já todas as pessoas de bom senso sabem, que se trata de questões de preparação eleitoral.
Quem ler apenas este comentário, deve pensar que sou um seguidor "cego" deste governo, mas está profundamente enganado. Leia o comentário nº 1 e ficará elucidado. Sou apenas e somente uma pessoa de bom senso, e que às vezes olha com atenção aquilo que o rodeia.
Rame

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

3 - Petições

                            
Este meio, que permite de formaa impressionante a circulação da informação, quando não usado de forma ponderada pode ser uma ferramenta muito perigosa, que pode provocar danos incalculáveis e de difícil reparação.
Esta introdução vem a propósito do anúncio que vi na comunicação social que já circulava uma petição a pedir a demissão da directora da escola da Algarve, onde houve o problema com o almoço de uma criança de 5 anos. É óbvio que não se pode negar o almoço a uma criança daquela idade e eu penso que todas as pessoas bem formadas subscrevem esta premissa. Mas se isto for um dogma, então muitos dos pais "mal formados" aproveitam-se desse facto e deixam de pagar as refeições dos seus filhos. É indispensável ver o outro lado da questão, e pode-se estar a pôr em causa o direito ao trabalho de uma pessoa.
Pelos dados que disponho, que não sei se são totalmente correctos, os factos são estes:
   - O encarregado de educação da menina (mãe) foi avisada com razoável antecedência que a situação da dívida era insustentável.
   - No próprio dia foram feitas várias tentativas para contactar a mãe da criança
   - O mesmo foi feito com outros pais que foram recolher as crianças.
   - A criança não ficou sem comer, apenas não almoçou do mesmo modo que as outras
   - A Associação de pais tinha conhecimento da situação
Se estes dados são todos verdadeiros, eu não posso criticar a directora, tenho é de criticar os pais da criança. Não basta fazer nascer os filhos, é preciso assumir a responsabilidade que eles acarretam.
É claro quer pode haver atenuantes para os pais, factos que desconheço. No entanto mesmo que tenham sido apanhados pelo "vendaval da crise" e até tenham perdido o emprego, tenham muitas dificuldades financeiras, parece-me que não pode ser assim que se resolve o problema.
Também é preciso não esquecer, que se trata de dinheiros públicos, e que forçosamente têm de ser bem geridos, caso contrário, lá vêm mais impostos para os compensar.
As pessoas que criaram a petição como faziam, se estivessem no lugar da directora, não exigiam o dinheiro das refeições, e quando os fornecedores interrompessem o fornecimento, nenhuma criança tinha refeição! É por se ter seguido esse caminho que chegámos a esta situação!
Portanto na minha opinião é uma leviandade estar a criar uma petição para a demissão da directora da  escola, que pode levar atrás pessoas mal informadas.
Admito que se tenha opinião contrária, mas daí a criar uma petição! Está a vulgarizar-se demasiado a petição e quando houver uma causa que a justifique, já não tem credibilidade.
Termino dizendo que não conheço nenhum dos intervenientes, nem os autores da petição, nem a directora da escola, nem os pais da criança.
Rame

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

2 - A Comunicação Social

                            
Sistemáticamente, quando alguem quer defender uma posição pouco defensável lá vem o argumento do "Serviço Público", e isto não é apenas na comunicação social, também já ouvi  nos transportes, nos médicos, etc.
Na generalidade, desde as televisões aos jornais, passando pela rádio, as notícias mais em evidência são sempre as desgraças. Muitas vezes essas más notícias nem sequer estão confirmadas, basta que seja um rumor.
É verdade, e vai daqui o meu aplauso, que vários temas quentes, muitos deles a roçar a vigarice, se não fosse a investigação da comunicação social (em particular dos jornalistas), nunca viriam a público. Este é o lado positivo. O lado negativo, porque não responsabiliza os jornalistas, é o problema de não serem obrigados a declararem as fontes, no meu ponto de vista, pelo menos em termos judiciais, deveriam ser obrigados a revelá-las.
A maior parte das vezes são espectador do Canal 1 da RTP. Preferencialmente nos notíciários, porque no resto deixa muito a desejar, mas a alternativa nos outros canais abertos são telenovelas, é necessário procurar outras alternativas. No dia 5 de Outubro, estive com atenção, o tempo da oposição foi mais do dobro do tempo dos apoiantes do governo! Falaram dirigentes de todos os partidos, correcto, são eles que em teoria nos representam, até aqui o tempo devia ser proporcional a representatividade de cada um. Depois ouvi o dirigente da Intersindical (raro é o dia que não seja ouvido), também representa os trabalhadores nela filiados, mas aqui já há sobreposição com alguns dos anteriores. Depois ouvi o Drº Mário Soares, mas quem é que ele representa? Falou também o Carvalho da Silva, a que propósito, já não representa os trabalhadores. E podia continuar referir uma série de pessoas que o único traço que têm em comum, é fazerem oposição ao governo. Ás vezes fazem sugestões de pôr os cabelos em pé. Será que é isto o "serviço público"?
Há uns dias tive acesso ao nº de funcionários dos três canais abertos. A RTP tem entre 3 e 4 vezes mais funcionários, que os outros canais, será que é isto é que o "serviço público"? e não é por isso que tem mais audiências. Se bem que eu tenha muitas reservas sobre a determinação das audiências.
A parcialidade da comunicação social, também é evidente e criam opiniões de uma forma muito tendenciosa. Vejamos um exemplo- A licenciatura do Drº Miguel Relvas:
      - Não concordo com este tipo de equivalências.
      - Estamos a fazer doutores de "aviário"
      - A culpa é em grande parte do Acordo de Bolonha
      - Quantos casos semelhantes não haverá
Mas o que condeno, não é a investigação, mas a informação tendenciosa que lhe está agregada:
      - Pretendem conotar este caso com a licenciatura do anterior primeiro ministro, mas os casos são totalmente diferentes, facto que tentam camuflar.
      - Também nunca colocaram em relevo que esta licenciatura do Drº Miguel Relvas é apenas uma licenciatura complementar para fazer curriculum, e que antes já tinha tirado pelo método normal uma licenciatura em Direito!

Não queria deixar passar em claro, a questão da mudança para a TDT. Obrigou a população a despesas suplementares, com o argumento que o novo sistema ia trazer melhor qualidade de imagem e som. Ainda só tenho ouvido queixas. E agora a quem se pede responsabilidades? Porque que é que os partidos que defendem o povo (como eles dizem) e a comunicação social, não tratam com o mesmo afinco este caso, como tratam os do Miguel Relvas? O que é mais importante para a população?

Rame

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

1 - As Causas Iniciais

                           
Para que seja mais fácil enquadrar os meus comentários, parece-me importante apresentar o meu "curriculum" político:
  - Não sou filiado em nenhum partido político ( aprecio demasiado a minha opinião, para ter de me submeter às opiniões, das iluminadas "comissões políticas")
  - Nunca fui a um comício ( e já era crescidinho quando aconteceu o 25 de Abril)
  - Nunca fui a uma manifestação
  - Mas sempre votei ( quando me deixam, quero dar a minha opinião)
Face ao exposto aqui está um verdadeiro apolitico.
Assim sendo, decidi tornar públicas algumas ideias, políticas e não só, porque:
    - Estou farto de que falem por mim e a maior parte das vezes em desacordo com o que penso
    - Estou cansado de ser sacrificado
    - Já não suporto ouvir uma cambado de "palhaços" a quem a comunicação social dá enorme relevo, como se fosse importante para mim o que eles pensam.
    - É altura de dar voz aos "calados".

Como não sou rico (mas tenho pena), e ainda não tive necessidade de recorrer a qualquer instituição de beneficiência, acho que pertenço à classe média. Toda a gente diz que a classe média é a grande sacrificada pela actual crise, mais uma razão para me considerar nesse escalão. Mas logo aí vem a minha primeira grande dúvida:
   - Os profissionais dos protestos são os militantes do Partido Comunista seguidos do BES, mas então eles não representam as classes mais desfavorecidas?  Na comunicação social sempre me venderam essa ideia, será que também me representam? Ou estão a tentar "capitalizar", como dizem os especialistas, os descontentes?

Sem qualquer dúvida que faço parte dos fortemente descontentes, no entanto tenho dúvidas que haja alguém neste país, que neste momento esteja satisfeito com a actual situação.
Há por ai umas quantas pessoas iluminadas, que sabem que este não é o caminho correcto para sair-mos da crise, mas então qual é:
        -Deixar de pagar a dívida, como um triste teve a coragem de dizer, mas rapidamente foi mandado calar;
Eu confesso que este caminho não me agrada, mas  não conheço outro melhor. Há um ditado que uso com frequência que se aplica bem neste caso " Não gosto de quem saiba mais, gosto é de quem faça melhor"! Se alguma dessas maravilhosas cabeças ou algum dos seus amigos, numa noite de insónia, ler este comentário, faça-me um grande favor, diga-me pelo menos a mim qual é esse caminho!

De modo geral, detesto os políticos, e nesta definição incluo toda a gente, desde as juntas de freguesia, até ao Presidente da Republica. Toda esta gente move-se apenas por interesses pessoais,  dos amigos e familiares, querem lá saber do interesse da população. Pode haver excepções mas elas apenas confirmam a regra. Recordo-me da resposta que um eleitor de um autarca condenado por desvio de dinheiros, me deu: "Eles todas roubam, mas este pelo menos apresenta trabalho". Toda a gente bate neste Primeiro Ministro, que me parece uma pessoa honesta, apesar de não gostar das medidas que toma. Não tenho a mesma opinião de todos os membros do governo. Muitas das pessoas, que participaram na única manifestação que teve algum significado, porque as outras são as ordens dos partidos, já parou para pensar que o principal responsável (não único) por esta situação, está bem refastelado em Paris!
Por falar em Paris, quando o actual Presidente de França foi eleito, vinha cheio de novas propostas, e o PS aproveitou para dizer que a França é que estava no caminho certo. Mas passados uns meses,  as promessas feitas em campanha foram quase todas esquecidas. Então o Ps agora não diz nada?

Já agora, ainda relativamente à manifestação, o governo alterou a proposta, mas será que a nova é mais favorável? A mim parece-me que ainda vou ficar pior!

Resumindo:
   - A situação está muito dificil, e não vejo luz ao fundo do túnel;
   - A culpa desta situação é dos políticos (pouco dos actuais e muito dos anteriores);
   - Dizer mal é muito fácil, mas propor como se deve fazer, ninguem diz;
   - A comunicação social é muito parcial só dá a conhecer as críticas;
   - Não vejo qualquer alternativa a este governo e nem vejo qualquer vantagem em remodelação;
   - As greves e protestos, só servem para piorar a situação;
   - Não há dinheiro, temos de andar para trás 40/50 anos;
Tenho a certeza que não estou sozinho nestas ideias, mas se estiver errado, que alguem me esclareça,
ficar-lhe-ia muito grato.

Rame